Aula a aula

Embora haja no Brasil uma tradição de desenho de mobiliário na escala doméstica desde o modernismo dos anos 50, a produção do desenho de mobiliário coletivo, próprio do espaço público configura um verdadeiro campo cego.

Este descompasso vem de uma crise maior: como pode haver mobiliário para espaços abertos de uso comum se as cidades renegaram por décadas tais lugares? Hoje, por outro lado, há uma redescoberta (mundial, diga-se de passagem) da cidade enquanto um espaço de convivência e lazer, em oposição à ideia de vias arteriais que conectam ambientes enclausurados e controlados por rígidos esquemas de segurança.

É neste momento que se evidência como o mobiliário de uso coletivo tem um vasto campo para se desenvolver. E não apenas para atender a uma demanda crescente, mas antes para refletirmos sobre nossa cultura e a forma de apropriação dos espaços da cidade. Com essa perspectiva se desenvolveu o curso Cultura, Objeto e Indústria, operando entre a escala da prancheta, do projeto e do protótipo, sua interface com a indústria e com quem constrói, como também com os usuários e a dimensão cultural-histórica nela envolvida.

A seguir, relatamos a experiência aula a aula ao longo de 4 meses.

aula 1

3/maio
escola da cidade

Luzes apagadas, cortinas fechadas e os alunos sentados em roda. Primeira música: “Luar do Sertão”, de Catulo da Paixão Cearense com João Pernambuco de 1914. Logo “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso de 1939 e na sequência “Índia” interpretada por Gal Costa ambientam a primeira aula do curso. Outras canções criteriosamente selecionadas constroem a imagem do Brasil refletindo o espírito da época. O professor Rafic Farah discorre sobre as canções, letras e composições, costurando os temas das músicas sobre essa ideia de Brasil melancólico, de distâncias continentais que ao mesmo tempo exaltam a natureza, o povo, as etnias, a cultura brasileira nesse momento de construção de uma identidade nacional. Seguido de comentários dos professores José Paulo Gouveia e Alexandre Benoit terminam a primeira etapa da aula com canções da Tropicália.

Depois de um breve intervalo, os alunos afastam as cadeiras e sentam todos no chão também em roda. A segunda etapa da aula é exercício de observação no qual os alunos devem desenhar o objeto com lápis-carvão sobre papel jornal A3.

Baseados no método desenvolvido pelo artista-plástico Luiz Paulo Baravelli, os professores orientam os alunos a sequência dos exercícios. Um objeto será colocado no centro da roda e os alunos devem desenhá-lo, seguindo os seguintes critérios:
. exercício 01: os alunos devem observar o objeto por 1 minuto, e logo desenhá-lo em 4 minutos.
. exercício 02: os alunos devem observar o objeto por 4 minutos, e logo desenhá-lo em 1 minuto.
. exercício 03: os alunos devem observar e desenhar o objeto em 3 minutos;
. exercício 04: os alunos devem fazer um desenho cego do objeto em 3 minutos.

Foram utilizados os seguintes objetos: primeiro a cadeira Frei Egídio, de Lina Bo Bardi de 1986. Depois a poltrona Wassily de Marcel Breuer dos anos 20 e por último a poltrona Paulistano do Paulo Mendes da Rocha de 1957.

Na última parte da aula os desenhos foram comentados tanto pelos professores como pelos alunos, em uma reflexão sobre o exercício de desenho de observação e sobre os objetos em si.

Foi passado aos alunos a orientação de ler ao longo do curso “O mundo codificado” de Vilém Flusser.

aula 2

10/maio
escola da cidade

professor convidado:
Luis Antonio Jorge

A primeira parte da aula começou com a exibição de trechos dos vídeos: “Um tiro no coração põe fim à era Vargas”, “Adeus a Carmem Miranda” e “That night in Rio”, seguido de comentários dos professores.

Na segunda parte, o professor convidado Luis Antonio Jorge apresentou a aula “Cultura brasileira e o pensamento moderno por dois Joões”. A modernidade brasileira pela poética de João Cabral de Mello Neto e João Guimarães Rosa. Abordou “Os Sertões” de Euclides da Cunha, (“visada à vôo de pássaro sobre o território brasileiro”) e “Grande Sertão Veredas” de Guimarães Rosa para refletir sobre os antagonismos dessa época: patrícios do litoral e patrícios do sertão, civilização e barbárie, cidade e campo, modernização e atraso. Utilizou fotos de Maureen Bisilliat para ilustrar o sertão.

Apresentou o projeto de documentação da construção de um carro de boi no sertão do Brasil (edital da Petrobrás de 2005) a partir do conto “Conversa de Bois”, Sagarana, Guimarães Rosa, tratando da relação entre o homem e o fazer através de desenhos, fotos e relatos de todo o processo. Apresentou também o projeto de restauro de um casarão antigo em Morro da Garça,
Minas Gerais, transformando-o em centro cultural.

aula 3

17/maio
escola da cidade

Na primeira parte da aula os alunos realizaram exercício de observação desenhando os seguintes objetos:
– cadeira LC1 do arquiteto franco-suíço Le Corbusier;
– cadeira Formiga com base giratória, autor desconhecido, típico design dos anos 50 e 60;
– baqueta Girafa do estúdio Baraúna;

Utilizou-se o mesmo método de Baravelli da primeira aula, seguido de comentários dos professores e dos alunos.

Na sequência, fizeram um exercício de desenho técnico sem a utilização de régua ou escalímetro a partir de observação da banqueta Girafa.

Na segunda parte da aula todos os desenhos foram cuidadosamente pendurados linearmente da lousa, de modo a ajudar na leitura dos desenhos. Alguns alunos se propuseram a comentar o trabalho dos outros, e os professores complementavam o debate.

No final da aula foi passado o seguinte enunciado para o primeiro exercício:
– formar grupos de 4 alunos;
– escolher um lugar indicado pelos professores (sem repetir);
– observar os usos e apropriações das pessoas (usuários, funcionários) nos espaços externos e internos, privilegiando as áreas coletivas;
– essa análise deve ser feita por desenhos e fotos, reunindo as informações;suficientes para uma clara exposição da situação / objeto / equipamento descrito;
– não se ater apenas ao mobiliário existe, ver também e principalmente as apropriações e aquilo que não está ali, mas poderia estar.

Foi mencionado a importância da observação crítica em relação ao espaço / contexto.

Lista de lugares:
– Sesc:
. Consolação;
. Pompéia;
. Belenzinho;
. Ipiranga;
. Bom Retiro;
. Vila Mariana;
. Pinheiros;
– CCSP;
– Pinacoteca e Parque da Luz;
– Conjunto Nacional;
– Barão / 7 de Abril / Praça da República

aula 4

24/maio
escola da cidade

professor convidado:
Giancarlo Latorraca

Com a letra da música “Tropicália” de Caetano Veloso escrita na lousa, o professor Rafic iniciou aula teórica sobre cultura e ideia de nação a partir do filme “Gatopardo” de 1963, do diretor italiano Luchino Visconti. Tocamos novamente a música “Luar do Sertão” de Vicente Celestino seguida de comentários dos professores.

Em seguida a banqueta Girafa foi colocada ao centro da sala e duas alunas ficaram responsáveis por medir e ditar as medidas para o restante da sala. Os alunos deveriam anotar as medidas exatas e redesenhar a banqueta como exercício para a próxima aula.

Na segunda parte da aula, Gian Latorraca, convidado externo, iniciou a sua apresentação sobre Lina Bo Bardi com a seguinte pergunta aos alunos: “O que vem a mente de vocês quando eu digo Lina Bo Bardi e arte popular?”. Inspiração, cadeira beira de estrada, exposição de brinquedos e essência, alguns alunos responderam. Gian trabalhou nos últimos 4 anos do escritório da Lina Bo Bardi e Associados e por curiosidade seu primeiro trabalho foi desenhar a cadeira Girafa. Atualmente é diretor técnico do Museu da Casa Brasileira (MCB). Gian apresentou um panorama da vida e obra da arquiteta, desde os trabalhos na Itália de arquitetura de interiores e editoriais, a chegada no Brasil com a primeira exposição no MEC do Rio de Janeiro, a construção do MASP junto com Pietro Bardi e Chateaubriand, a ida à Bahia como diretora do MAM de Salvador e o projeto do Solar do Unhão. Apresentou também o MASP e o Sesc Pompeia, terminando a aula com um trecho de uma entrevista da Lina no Sesc Pompeia.

aula 5

31/maio
escola da cidade

Os alunos fizeram as apresentações das visitas, em resposta ao primeiro exercício proposto e seguido de comentários dos professores.

. Sesc Ipiranga
alunas: Juliana, Olivia e Carla
– tensão entre espaço e mobiliário;
– mobiliário como curativo de um
mal urbanismo.

. Sesc Vila Mariana
alunas: Clara, Camila e Tali
– permanência em espaços que não foram pensados para a permanência;
– apropriação dos espaços;
– expressão corporal e movimento
do corpo.

. CCSP
alunas: Catarina, Laura, Stela e Beatriz
– quando a arquitetura possibilita diversas apropriações e usos.

. Conjunto Nacional
alunos: Isabel, Manuela e Vinicius
– espaço público em uma cota elevada;
– restrição de usos.

. Sesc Belenzinho
alunas: Carolina, Heloisa e Maristela
– múltiplos mobiliários no mesmo espaço sem critério ou identidade.

. Sesc Pompeia
alunas: Juliana e Marina
– novos mobiliários de improviso.

No final da aula o professor Rafic indicou aos alunos a exposição de mobiliário da Lina Bo Bardi na Casa de Vidro e os filmes “2001 – uma odisséia no espaço”, “Laranja Mecânica” e “Fahrenheit 451”. O professor Alexandre Benoit indicou a exposição do Augusto de Campos no SESC Pompéia.

aula 6 e 7

7 e 14/junho
escola da cidade

professor convidado:
José Guilherme Pereira Leite

Na primeira parte da aula foi feito o enunciado do exercício, em duplas, de um equipamento fixo para o encontro e permanência na rua General Jardim. Simples, leve, resistente, (in)viável em termos de construção e custos.
Pediu-se que o contexto da rua
fosse observado.

Na segunda parte da aula, o professor convidado José Guilherme discorreu sobre os anos 50 no Brasil, através de uma sociologia da cultura, como ele mesmo diz. Iniciou a aula com os versos da canção “anos dourados” de Tom Jobim (mas quando eu me lembro são anos…). Apresentou em ordem cronológica alguns fatos e imagens numa tríade: a construção de Brasília, a bossa nova e o futebol.
1957 – imagens de Lucio Costa, Oscar Niemeyer e a construção de Brasília
1958 – imagens de Pelé, Garrincha e a Copa na Suécia
1958 – imagens de Tom Jobim, Vinicius de Moraes e Elizete Cardoso
Falou também de alguns críticos como Mario Pedrosa, Paulo Emilio Salles Gomes, Celso Furtado, Antonio Cândido de Mello e Souza e do contexto político e econômico do Brasil nessa época (estádio do Maracanã, primeira transmissão televisiva do país, criação do BNDS, desenvolvimento da indústria automobilística, a campanha de Vargas à presidência e a construção da Petrobrás). O convidado pediu para voltar na próxima aula para concluir a aula na chave dos conflitos dessa época e para explicar a teoria do subdesenvolvimento.

aula 8

21/maio
escola da cidade

Entrega dos projetos – 14 trabalhos entregues, seguidos de comentários dos alunos e professores.

Foi explicado aos alunos a proposta para o próximo exercício.

aula 9

28/junho
escola da cidade

Na primeira parte da aula, o professor Rafic apresentou imagens e projetos do designer italiano Achille Castiglioni.

Foi passado aos alunos o exercício
de férias:
. compor um ambiente dentro/fora com vários objetos projetados ou apropriados através de desenhos e maquetes. Os alunos devem trazer o exercício no dia 02 de agosto.

visita à marcenaria do carlos motta

29/junho
rua aspicuelta, 121

Entrega dos projetos – 14 trabalhos entregues, seguidos de comentários dos alunos e professores.

Foi explicado aos alunos a proposta para o próximo exercício.

aula 10

2/agosto
escola da cidade

Oficina de discussão do projeto Sesc Campo Limpo (processo colaborativo entre alunos e professores)

Na primeira parte da aula foi apresentada pelo Grupo Técnico da Escola a proposta para a unidade provisória do Sesc Campo Limpo e na segunda parte houve discussão sobre o projeto permanente, no qual professores e alunos apresentaram suas propostas arquitetônicas através de maquetes.

A unidade provisória partiu do imaginário dos vagões ao longo da linha de trem no sul do Brasil. Os espaços de convivência seriam as áreas livres entre vagões, e os vagões em si, a infraestrutura. Através de um sistema construtivo de pré fabricados e de fácil montagem, os volumes que contemplam os serviços serão construídos sob uma grande cobertura de 20 metros de largura e que se estrutura a cada 9 metros. Os volumes de serviços podem receber conexões no nível superior, conformando plataformas de uso e permanência. O programa da unidade provisório contempla:
40% serviços
12% teatro (black box)
48% atividades de convivência (exposições, oficinas, convivências e ginástica)

Participantes da oficina:
Alvaro Puntoni
Beatriz Coimbra
Bruna Cardoso
Camila Toledo
Carolina Klocker
Catarina Calil
Clara Varandas
Débora Okamoto
Felipe do Amaral
Guilherme Paoliello
Gustavo Calvalcanti
José Paulo Gouvêa
Lais Silva
Leonardo Coelho
Luiz Eduardo Solano
Luiz Mauro Freire
Marta Moreira
Mauro Munhoz
Otavio Sasseron
Pedro Sales
Rafaella Luppino
Rafic Farah

aula 11

9/agosto
escola da cidade

Na primeira parte da aula, o professor Alexandre Benoit apresentou uma aula sobre “ambientes”. Começou com a cobertura projetada por Le Corbusier em Paris, em 1929 (ático de Beistegui), passou pelo cubismo de Picasso, pelas esculturas de Kurt Schwitters, pelos neoplasticistas e uma possível relação com a arquitetura de Mies para o Pavilhão de Barcelona. Falou dos russos através da composição suprematista (Kazimir Malevich e El Lissitzky), das ilustrações de Lina Bo Bardi, dos planos em superfícies moduladas de Lygia Clark, dos relevos espaciais de Hélio Oiticica e do Independent Group (Smithsons, Eduardo Paolozzi e Nigel Henderson). Mostrou também as pracinhas em Amsterdam de Aldo Van Eyck, os penetráveis de Hélio Oiticica (“a pureza é um mito”), Matta-Clark e as esculturas de Richard Serra no deserto.

Na segunda parte da aula os alunos começaram a desenvolver os projetos em atelier e foram feitas orientações aos grupos.

visita à fábrica da etel

11/agosto
valinhos

Como se penetrássemos em um lugar sagrado, Etel Carmona advertia a todos que fizessem silêncio ao entrar na imensa marcenaria. E de fato aquele ambiente em tons amarelo-dourados (vindos da luz que atravessava as telhas envelhecidas) parecia guardar um tesouro de outra época. Ao redor de grandes mesas, agrupados dois a dois, artesãos talhavam e esculpiam as preciosas peças da loja Etel, detentora do maior acervo de móveis modernos brasileiros. Ao circular pela fábrica, contornávamos mesas, aparadores, chaise-longues, cadeiras e bancos. Vez ou outra, um marceneiro interrompia seu ofício e pacientemente explicava aos alunos sobre um encaixe, uma peça, como a madeira trabalhava. Após percorrer todo esse espaço, conhecemos o estoque de madeiras, todas de lei, certificadas e que poderiam esperar cinco, dez anos até serem finalmente manuseadas. Ao final, a delegação foi convidada a almoçar no restaurante da fábrica.

aula 12

16/agosto
escola da cidade

professora convidada:
Maria Cecília Loschiavo

Na primeira parte da aula foram feitas orientações de projeto.

O aluno Ricardo iniciou o desenvolvimento de banco com dormentes e foi aprovada pelos professores a execução do banco. O aluno ficou responsável de comprar os materiais (com reembolso da Escola) e irá executá-lo em sua marcenaria.

Os alunos Vinicius, Manuela e Isabel deram continuidade ao projeto iniciado no semestre anterior para bicicletário/encosto de vergalhão.

As alunas Bia e Marta já apresentaram desenhos avançados para a execução dos bancos de chapa metálica dobrada e irão fazer os protótipos com madeira na Escola.

Um grupo grande de 8 alunos se formou para desenvolver um mobiliário / instalação / ambiente / brinquedo de estrutura metálica e fechamentos com tecido. Elas apresentaram desenhos ainda muito preliminares e sem dimensionamento.

Na segunda parte da aula a professora convidada Maria Cecília Loschiavo abriu uma discussão sobre ambiente e interior design. Iniciou a aula com um histórico sobre o campo do design no Brasil (no início nos anos 60 e a inauguração da Escola Superior de Desenho Industrial no Rio de Janeiro). Nos contou a relevância do arquiteto Villanova Artigas na FAU USP no curso de desenho de industrial, de seu compromisso com a tecnologia. A criação das oficinas e laboratórios na Escola de Engenharia da USP por Antonio Francisco de Paula Souza (condição de produção). Explicou o papel do projeto no âmbito do ambiente (os edifícios são povoados também por objetos) e a relação entre interior e exterior. Mencionou a crises sociais, ambientais e étnicas atuais. A sociedade do consumo, a banalização do termo ‘design’. Terminou falando de Glauber Rocha, Hélio Oiticica e Sérgio Rodrigues.

aula 13

23/agosto
escola da cidade

Foram realizadas orientações
de projeto:

1 – Manuela Raitelli, Vinicius Pirondi e Isabel Saad
os alunos apresentaram maquete do projeto encosto / bicicletário

2 – Grupo dos 8 alunos
apresentaram a ideia de um mobiliário / ambiente / intervenção de estrutura de andaime para crianças e adultos – ainda sem desenhos e maquetes
5 – Bia Hoyos e Martha Levi
Propuseram um conjunto de bancos que permitem sentar em duas alturas e cuja disposição traz uma interessante variedade de ambientes.

O professor Rafic levou algumas maquetinhas de arame e madeira realizadas em seu escritório para ilustrar o processo de criação de uma peça de mobiliário.

Iniciamos a pensar no projeto
da exposição.

aula 14

30/agosto
escola da cidade

Apresentamos aos alunos o seguinte cronograma de conclusão do curso:

30.ago – desenvolvimento projeto
ambientes / mobiliário
06.set – desenvolvimento projeto
ambientes / mobiliário
13.set – entrega intermediária
20.set – revisão do projeto
27.set – entrega final / prototipagem

Levamos materiais para a execução de maquetes (arames, madeira, tubinhos metálicos e alicates).

Foram realizadas orientações:

1 – Manuela Raitelli, Vinicius Pirondi e Isabel Saad
Vinicius apresentou desenhos da proposta na escala 1:5 – conversamos sobre alguns ajustes nos desenhos.
2 – Grupo de 8 alunos se dividiu:
Um grupo passou a trabalhar com a estrutura de andaime e iniciaram maquetinhas; o outro grupo tomou como base os parangolés de Hélio Oiticica, mas ainda sem desenhos ou maquetes.
3 – Ricardo
Banco de dormente – o aluno ficou de comprar o material para a execução do banco em sua marcenaria.
4 – Wesley
Retomou as aulas e iniciou uma proposta de poltrona / cama estudando em maquetes, com variações de tamanho, inclinação, pesquisa de materiais para o assento.
5 – Bia Hoyos e Marta
Após desenvolverem um modelo, irão iniciar o protótipo de 1 peça em escala 1:1 para estudo ergonômico.

O professor José Paulo fez uma maquete de proposta para a exposição com arame e papel sulfite. Apresentamos a proposta aos alunos e fizemos testes de luz e sombra, exemplificando como os ambientes se transformam de acordo com a posição das fontes de luz; discutiu-se também outros aspectos de um projeto expográfico: transparência e cor.

visita à fábrica da alberflex

02/setembro
sorocaba

Ao percorrermos a indústria da Alberflex, tivemos oportunidade de tomar contato com uma escala de produção completamente diversa daquela da ETEL. Enquanto na ETEL tratava-se de um trabalho semi-artesanal, com móveis que poderiam ser confeccionados em períodos de 20, 30, 40 dias, na Alberflex, o ritmo industrial e a produção seriada dominam: é possivel fabricar 50 cadeiras em um só dia. Voltada para o ramo de escritórios, a produção da Alberflex é dividida por setores, assim tem-se metalurgia, madeira, estamparia, costura, plástico e acabamento. Embora o design do mobiliário produzido na Alberflex não seja tão vistoso quanto aquele dos móveis da ETEL, chama atenção a tecnologia de ponta que esta indústria tem; contando com maquinário automatizado para corte e dobra de aço, injeção de plástico e espuma. Uma visita nesta fábrica traz sem dúvida um aprendizado imenso sobre as possibilidades do desenho industrial.

aula 15-16

13/setembro
escola da cidade

Seguimos com as orientações de projetos por equipes. Ao todo 6 projetos estão em desenvolvimento:

1. Banco madeira demolição (dormente) – Ricardo;
2. Bicicletário / encosto – Isabel, Manuela e Vinícius;
3. Chaise-longue – Wesley;
4. Banco de chapa metálica – Bia Hoyos;
5. Andaimes – Camila, Pedro, Heloísa, Laura e Catarina;
6. Estrutura madeira – Beatriz, Carolina, Olívia e Carla.

Alguns alunos já entregaram os desenhos e material produzido durante o curso, tendo como foco a preparação da exposição.

aula 17

20/setembro
escola da cidade

Os professores fizeram uma orientação final com os grupos que tinham dúvidas quanto ao projeto da peça desenvolvida. Discutiu-se quais peças teriam mais consistência para seguir no desenvolvimento de novos protótipos em escala 1:1, para a exposição.

bibliografia

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Na internet:

http://estudosemdesign.emnuvens.com.br/
http://fondazioneachillecastiglioni.it/en/
www.fondazionefrancoalbini.com
www.vicomagistretti.it/
www.triennale.org
www.gutolacaz.com.br
http://ied.edu.br/sao_paulo/servicos/acervo-digital/

professores

Rafic Jorge Farah formado pela FAU USP, conduz desde 1979 o estúdio São Paulo Criação, realizando projetos de comunicação em diversas áreas: arte, design gráfico, editorial, filmes, roteiros, fotografia, arquitetura, design de mobiliário e de objetos. Recebeu diversos prêmios nacionais e mostras internacionais. Destaque na 6a Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo e o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira. Em 2000 publica o livro síntese de sua obra – Como Vi – O design de Rafic Farah (Cosac&Naify) – hoje referência no mercado editorial de livros de arte e criação de mobiliário. É um dos fundadores e diretores da Escola da Cidade.

José Paulo Gouvêa, arquiteto e doutorando pela FAU USP. Professor de projeto da Escola da Cidade desde 2008, onde atualmente é editor da Editora da Cidade. Recebeu diversos prêmios entre os quais: 1o. colocado no Concurso Renova-SP da Sehab (2011) e menção honrosa pelo Pavilhão do Brasil na Expo 2015 de Milão (2014). Colaborou com Barossi e Nakamura Arquitetos, Heberle und Meyer, GrupoSP, MMBB, Piratininga Arquitetos, Paulo Mendes da Rocha, entre outros. É autor, junto com Catherine Otondo, do livro “Itinerarios de Arquitectura IT06: Paulo Mendes da Rocha”, e diretor do documentário “PMR 29’: 29 minutos com Paulo Mendes da Rocha”. Coordena o escritório JPG.ARQ na cidade de São Paulo desde 2005.

Alexandre Benoit, formado pela FAU USP, é doutorando pela mesma instituição na área de história da arte moderna. É editor da contravento, plataforma de reflexão crítica sobre as cidades. Professor da Escola da Cidade na cadeira de Desenho, desenvolveu a disciplina de Desenho do Objeto. Ministrou, com Bruno Lima e Alex Tonda, o curso de design de mobiliário na Sesc Pompeia (2015). Entre 2012 e 2014, participou da coordenação de criação da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), desenvolvendo projetos nas áreas de comunicação visual, sinalização, design do objeto
e cenografia.

Marina Canhadas, formada pela FAU Mackenzie, fez especialização na pós-graduação “Geografia, cidade e arquitetura” [2010]. Colaborou em diversos escritórios de arquitetura em São Paulo e na Cidade do México. Atualmente se dedica a trabalhos de autoria própria e em livres associações com outros arquitetos desenvolvendo projetos de arquitetura, de design gráfico e desenho de mobiliário. No campo acadêmico é professora assistente da disciplina de Desenho do Objeto na Escola da Cidade e desenvolve mestrado na área de projeto de arquitetura na FAU USP, sobre a obra do arquiteto mexicano Luis Barragán.

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