Lago

Lago – Etapa 4

O novo Lago foi proposto sobre o Reservatório de Retenção Jardim Maria Sampaio, um equipamento conhecido popularmente como “Piscinão”, entre duas escolas públicas às margens do córrego Pirajuçara, na divisa de São Paulo com Taboão da Serra. São áreas ainda sujeitas a alagamento, onde foi construído o equipamento de retenção de águas durante as fortes chuvas para evitar enchentes. Porém, sua dimensão e profundidade criam um lugar vazio, tanto de uso como de significado, uma grande chaga, onde, em geral, o lixo se acumula, há uma proliferação de doenças e até acidentes graves. A solução hidráulica se configura como fator de degradação do bairro.

O projeto do Lago consiste na construção de uma grande laje sobre a área de retenção de água, mantendo a capacidade atual do reservatório, e assim criando um novo lago artificial sobre o anterior, a partir de um sistema de captação e tratamento de águas da chuva paralelo ao córrego poluído.

A intenção é criar um espaço de lazer e de estar para os moradores do Jardim Maria Sampaio, a partir da presença permanente da água limpa. Dessa forma, com ampliação da arborização no entorno, foi proposto o lago artificial.

Junto do Lago, poderia ser instalado um edifício que abrigaria uma cooperativa de

reciclagem, onde os processos de acúmulo, triagem e reutilização do lixo da região poderiam ser trabalhados. Ao subverter o processo de deterioração a partir dos resíduos para uma ação produtiva e educativa, e do sistema existente de controle das enchentes do Córrego Pirajuçara, a paisagem hoje pouco convidativa se transformaria completamente. Ao mesmo tempo atenderia a necessidade de lazer para os moradores e estudantes das escolas localizadas no entorno imediato do reservatório, e estabeleceria uma nova relação entre equipamento de infraestrutura e paisagem urbana.

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